Esta história é real, é portuguesa e está a prender a atenção de todos quantos conhecem a jovem, bem como de muitas outras pessoas que passam pelo blogue dela e pelo blogue que os amigos fizeram de propósito para se manterem informados.
Quem entra no sítio da Tânia fica logo com uma ideia de que pessoa é esta que tantos amigos tem e da força que a mantém à vida, mesmo quando o seu jovem coração minado por uma doença grave dá sinais de fraqueza.
“Olá! Eu sou a Tânia, tenho 26 anos e infelizmente sofro de Miocardiopatia Dilatada... Gosto de livros, filmes, trocas com pessoas à volta do mundo (postais, selos, souvenirs, etc), artes manuais, animais, passear, etc... Estou a tirar o curso de Ciências Sociais na Uab. Sintam-se à vontade no meu cantinho!”
O convite é tentador e leva-nos ao mundo de alguém que de “pikena tonta” não tem nada, antes pelo contrário. Dá-nos a conhecer uma jovem que dá valor aos gestos, aos bons gestos, como a doação de órgãos (ela própria precisa de um coração), a solidariedade para com os mais desfavorecidos (crianças, seropositivos, animais abandonados, e por aí fora...), a partilha de conhecimentos, através da leitura (bookcrossig) e dos postais que troca com pessoas de todo o mundo, e a arte.
Tem outros dois blogues, um em que promove a venda das bijuterias que faz para ganhar algum dinheiro e outro, o chamado “baú das bugigangas” para vender, dar ou trocar objectos que tem a mais em casa mas que ainda podem ser úteis a alguém. Mostra que tem ideias e empreende-as.
A Tânia está mal, mas ninguém desiste dela. Pelo contrário. Em torno dela formou-se uma corrente de solidariedade afectiva, alimentada pelos amigos de todas as horas.
Um dos últimos textos que escreveu no blogue o namorado faz-lhe uma declaração de amor, numa composição de palavras de sublime intensidade que atira a um canto qualquer prenda oca que se possa trocar no Dia dos Namorados.
“Apesar de todas as limitações dela e viagens ao hospital nada disso me importou, ela é unica e muito preciosa, é a minha princesa e não merece nada disto... A vida tem sido demasiado cruel e injusta para alguém que nunca fez nada de mal a ninguém, sempre se preocupou mais com os outros e com os animais do que com ela! (...) Ela vai conseguir e peço que acreditem nela, já passou por tanta coisa mas continua cá, e vai ter de continuar pois eu preciso dela tal como as plantas precisam do sol. Ela é a minha luz e só eu sei o que sinto quando a tenho nos meus braços... Completas-me. Tu e eu somos um. Agora e sempre. Preciso de ti...”.










