23/05/09

FEIRA DE MAIO

Começo por pedir desculpas, por só agora vir anunciar a Feira de Maio da Moita. Desde ontem à noite que há festa, mas para quem quiser ainda está a tempo de vir até à Moita amanhã - DOMINGO - é o ponto alto da Festa.
Biofesta - 5ª Mostra de Projectos e Produtos Biológicos
Largo Conde Ferreira - Moita
A agricultura e os produtos biológicos vão estar em destaque, no dia 24 de Maio, entre as 10:30h e as 18:30h, no Largo Conde Ferreira, na Moita, onde vai decorrer a Biofesta, este ano, dedicada à temática dos doces e das compotas.
Esta iniciativa, integrada na Feira de Maio, resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal e o Centro de Formação de Escolas dos Concelhos do Barreiro e Moita
Programa:
10:30h - Abertura
Actuação dos ECLODIR AZUL
Demonstrações culinárias e palestras
10:45h - O projecto Bio-Local
11:00h - O Bolo da Srª Darwin/Charles Darwin e a biodiversidade (palestra sobre C. Darwin, enquanto se prepara um bolo da autoria de Emma Darwin, que será cozido em forno solar)
11:30h - Confecção de uma sobremesa biológica
12:00h - Tofu e Seitan Biológico
14:00h - Fornos Solares: um modo ecológico de cozinhar
14:15h - O que é o Comércio Justo?
14:30h - Slow Food: um modo saudável de comer
15:00h - Doces e Compotas
15:30h - À volta do chocolate biológico
16:00h - O poder curativo das plantas
A vila da Moita recebe, entre os dias 22 e 24 de Maio, a tradicional Feira de Maio que promete muita animação com diversos espectáculos musicais, tertúlias, actividades desportivas e largadas de toiros.
No programa, preparado pela Comissão de Festas da Moita, constam o V Encontro de Aficionados, Tertúlias e Clubes Taurinos, o Festival Taurino, na Praça de Touros Daniel do Nascimento, o Encontro Ibérico de Flamenco com a bailarina Raquel Oliveira, três típicas largadas de toiros que irão encher a Avenida Dr. Teófilo Braga, dois espectáculos musicais, no palco da Praça da República, a Biofesta – 5ª Mostra de Projectos e Produtos Biológicos, no Largo Conde Ferreira, o II Salão do Casamento e Eventos “Noivas & Noivos”, no Pavilhão Municipal de Exposições, entre outras iniciativas.
ESTA NOITE DE SÁBADO AINDA PODERÁ VER:
22:15h – Concerto com os “Bossa Nossa” – Patrocinado pela Junta de Freguesia da Moita
23:45h – Espectáculo musical com o Grupo “Viva Brasil”
COMO JÁ VIM ATRASADA APENAS DEIXO O PROGRAMA DE DOMINGO:
Domingo dia 24 de Maio:
8:00h – Alvorada com salva de morteiros
10:00h – 3.ª Largada de touros na Avenida Dr. Teófilo Braga
(Toiros de Ismael Lourenço - Arruda dos Vinhos)
10:30h – Abertura do espaço Biofesta – 5.ª mostra de projectos e produtos biológicos no Largo Conde Ferreira
17:00h – Corrida de touros na Praça Daniel do Nascimento
18:00h – Encerramento do espaço Biofesta
21:00h – Salva de morteiros
22:15h – Encontro Ibérico de Flamenco com a bailarina Raquel Oliveira - Reencontro de duas formas de expressão artística, como o flamenco e o fado.
00:00h – Encerramento da Feira

17/05/09

LIVROS E LEITURAS

Morreu Corín Tellado o mês passado.
Quantas mulheres da minha geração leram as suas fabulosas histórias cor-de-rosa.
Corín Tellado viveu a sua carreira à sombra numérica de um homem: Miguel de Cervantes, o único autor de língua castelhana que vendia mais do que ela.
Mas a escritora, que morreu em Gijón aos 82 anos, bateu o autor de Dom Quixote noutros números: Corín Tellado publicou mais de quatro mil obras, novelas e romances de cordel que marcaram várias gerações, e entrou no Guiness por ter vendido mais de 400 milhões de exemplares dos seus escritos.
“A vasta produção de Corín Tellado ficará como exemplo de um fenómeno sociocultural”, comentou um dia o escritor Mario Vargas Llosa.
A conselheira asturiana da Cultura e Turismo, Mercedes Alvarez, elogiou os “rasgos de modernidade” da obra de Tellado, “uma mulher muito avançada em relação ao seu tempo”.
Mas Corín, de seu nome María del Socorro Tellado López, não se considerava tão progressista. “Um dia a mulher terá o mesmo peso que o homem, mas ainda lhe falta andar muito”, disse numa entrevista publicada no seu site.
Nascida em 1926 em Viavélez, na costa asturiana, viveu, casou e teve os dois filhos em Gijón. Mas o casamento da autora de novelas românticas mais lida do mundo castelhano não durou mais do que três anos. Em 1962, quando se divorciou, assinou contrato exclusivo com a editora Bruguera, a mesma em que publicou a sua primeira novela, Atrevida Apuesta (1946), pouco antes de fazer 20 anos. A sua carreira fez-se então de novelas de cordel, fotonovelas e romances mais extensos, como Lucha Oculta (1991), que disse ser a sua obra favorita. Muitos foram publicados em Portugal, nomeadamente pela Agência Portuguesa de Revistas, tanto em pequeno formato como no de fotonovela, indica a Lusa.
Distinguida pela UNESCO pela quantidade de leitores conseguidos em vida, não gostava de livros que não fossem de fácil compreensão. Defendia as suas obras como “entretenimento” e preferia as ideias que tinha à noite. Considerava ter “muita sorte” com a sua imaginação — “Alinhavo um argumento em cinco minutos”. Inspirava-se na vida quotidiana e juntava-lhe os ingredientes base: amor, ciúme e infidelidade. As histórias de Corín Tellado atravessaram meios: foram adaptadas para a rádio (Lorena, em 1977), para o cinema (Tengo Que Abandonarte, 1970) e para a televisão de vários países. Em 2000 publicou a sua primeira obra na Internet, Milagro en el Camino. A sua última história, ditada à nora (já não usava a máquina de escrever), foi terminada uma semana antes da sua morte. O seu destino é a revista cubana Variedades, com a qual colaborava desde 1951, altura em que, graças à presença dos seus escritos, aumentou a tiragem de 16 mil para 68 mil exemplares, como recorda o diário ABC. Corín Tellado, que terá morrido na sequência de um acidente vascular cerebral, foi sepultada em Gijón, onde há uma rua com o seu nome.

Termina hoje a Feira do Livro de Lisboa...e, mais um ano que não fui. Eu bem gosto de lá ir, passear pelo Parque e disfrutar dos seus Pavilhões, mas...o pior é a vontade louca que tenho de comprar este e mais aquele livro e isso eu não posso fazer. Já tenho uma quantidade enorme de livros em casa, que ainda não os abri, por não ter tempo para os ler, por isso, decidi castigar-me a mim mesma e enquanto não ler os livros que tenho, não compro mais nenhum...Entro na Feira do Livro sempre contente. No meio da cidade e da relva. Mas à medida que atravesso os pavilhões, fico cada vez mais deprimida. Assim sendo, não vale a pena lá ir.

10/05/09

Mais uma COMÉDIA

Fui ao cinema - LOUCA POR COMPRAS:
Ela é uma rapariga ruiva, de vinte e cinco anos, enérgica, com um emprego mal pago numa revista de jardinagem, endividada dos pés à cabeça, com um vício descontrolado de fazer compras, e com uma devoção extraordinária pelos seus inúmeros cartões de crédito, preferindo-os aos próprios homens. Ela é Rebecca Bloomwood, a protagonista da série de best-sellers lançados por Sophie Kinsella, e também deste Louca por Compras, que resume os dois primeiros livros da autora relacionados com o tema shopaholic.
Desesperada com as contas a pagar, Rebecca consegue uma entrevista na Alette, a revista de moda para a qual desde pequena deseja escrever.
Acaba por ser contratada por uma revista de finanças e poupanças, captando a atenção do editor Luke Brandon, que vê nela a capacidade de transmitir ao público, de forma mais acessível, as questões económicas tratadas na revista. Rebecca inicia então um período de prosperidade profissional, sendo aclamada internacionalmente pela sua coluna A rapariga do lenço verde.
Não deixa de ser irónico: uma rapariga cheia de dívidas, que não consegue controlar o seu vício de gastar dinheiro em produtos que não lhe fazem falta absolutamente nenhuma, a dar conselhos a todo o mundo sobre como poupar dinheiro. É como se as duas mulheres, a Rebecca jornalista e a Rebecca shopaholic, fossem duas pessoas totalmente diferentes. E o mais curioso é que Luke Brandon acaba por se apaixonar pela rapariga detrás da mala Gucci e das botas de couro italiano, a rapariga moderna, inteligente, sincera e divertida que tem vindo a conhecer: um pouco das duas.

O tom de magia do filme chega até a pôr os manequins das lojas a falar, a tentar convencer Rebecca a comprar produtos, a aplaudi-la quando ela consegue resistir-lhes. Rebecca poderia ser uma rapariga feliz, completa, com uma vida perfeitamente normal. Mas o vício de comprar tudo o que lhe aparece à frente, de aproveitar todas as promoções das marcas mais dispendiosas, de gastar dinheiro pelo simples prazer de observar o cartão de crédito a deslizar na caixa registadora, dão-lhe apenas uma felicidade momentânea, que oferece a necessidade psicológica de repetir todo o procedimento.
E Rebecca torna-se uma rapariga cheia de roupas, cheia de sofisticação, mas insatisfeita com o que tem e, mais do que isso, cheia de dívidas para pagar. Pretende, a todo o custo, esconder este facto do seu sucesso recente, mas o passado acaba sempre por vir à superfície. Estamos a falar de alguém que gasta cerca de mil dólares por semana só em compras de roupa, que nem sequer tem dinheiro para pagar a renda de uma apartamento que divide com uma amiga, e que passa os dias a fugir do cobrador de impostos, que receia enfrentar. É algo que pode ser fácil de compreender para todas as mulheres (e alguns homens, também) que sentem o mesmo ao olhar para uma montra ou ao tocar num tecido; mas é igualmente algo incompreensível para alguém que não se deleita assim tanto com fazer compras. O mundo em que vivemos, infelizmente, está a tornar-se cada vez mais consumista, e pessoas como Rebecca Bloomwood cada vez mais frequentes em cada esquina.
De realçar a interpretação enérgica e fabulosa de Isla Fisher, num papel que lhe parece encaixar na perfeição, e que talvez constitua a principal atracção do filme. Encarna a personagem com uma vivacidade incrível, e nos momentos românticos parece saída de um conto de fadas, juntamente com Hugh Dancy, que comporta a faceta de príncipe encantado adquirida em Ella Encantada.
Louca por Compras vale pela sua frescura, pela realidade, pela própria história, se tivermos em conta o final mais harmonioso, previsível mas apreciável, no qual Rebecca se apercebe de que o seu vício por compras, se calhar, não lhe traz a felicidade que deseja. A realização de P. J. Hogan é também moderna e original, apesar de subtil, e mostra Nova Iorque como a cidade da moda e da sofisticação. O que tanto a autora como o realizador fizeram foi tornar o vício de Rebecca, e as suas tentativas hilariantes de esconder o passado, uma forma de diversão. O filme tem sido criticado negativamente por utilizar o distúrbio psicológico para fazer comédia, mas a forma como o trata torna-se bastante aproximada da realidade, conjugando-o com a personalidade peculiar de Rebecca.


Como filme em si, Louca por Compras é puro entretenimento, com um humor acessível, não tanto inteligente, mas ainda assim fresco e apreciável. Por outras palavras, dão-se umas boas gargalhadas com as trapalhadas da protagonista, ao som de Rehab, de Amy Whinehouse. É uma produção moderna, verdadeiramente divertida, com um romance inevitável à mistura, que mostra os dramas de uma rapariga que sabe que não pode gastar mais dinheiro, mas ainda assim continua a gastá-lo. Como tema, não traz nada de novo ao panorama do cinema. Temos em Carrie Bradshaw, de O Sexo e a Cidade, o melhor exemplo de uma shopaholic em Nova Iorque. Ao mesmo tempo, este Louca por Compras relembra o também agradável O Diabo Veste Prada, numa inversão de personalidades entre a personagem de Anne Hathaway e a Rebecca de
Isla Fisher. Não é um filme para ver duas vezes, muito menos se o que se procura é um bom filme para mastigar durante dias e dias. Mas como entretenimento, a fórmula é eficaz. É isso que eu preciso - puro entretenimento!!!

Texto retirado daqui:
http://revistaredcarpet.com/?p=4926#comments

05/05/09

HOJE...APETECE-ME FALAR DE...

SENTIMENTOS...
AFECTOS....
De um afecto diz-se que tem estádios que se interligam uns aos outros.
Às vezes, evoluímos entre eles, tornando o amor mais forte e completo.
Outras, ficamos pelo caminho.
São paixões que se desvanecem.

PASSAMOS A VIDA ENCANTADOS...e desencantados!!!

Do encanto ao desencanto, do amor ao desamor, como da ilusão à desilusão e da esperança à desesperança, há um espaço, um lugar que prepara a transformação. Um território ainda de ninguém, povoado de muitas forças, segundo alguns especialistas quase sempre em conflito. O final é imprevisível.
Seja como for, nunca deixaremos de amar, de nos encantar e iludir… porque essa é a nossa natureza!
Os caminhos que levam ao desencanto e ao desamor são complexos, quase sempre. Mas nas relações de amor já construídas, fica seguramente “o quotidiano com os seus desgastes, o peso do dia-a-dia”.
O desamor pode acontecer por variadíssimos factores.
Durante a paixão e o enamoramento é natural que nos sintamos nas nuvens.
Huuuummmmm….esta é a melhor fase!!!


E se há amor à primeira vista, porque não também desamor?
Assim como há algo que nos atrai no outro, um primeiro olhar, “mesmo antes de esse outro falar, também há o desencanto que é a recusa”.
É pura química, tudo se passa a um nível hormonal.
Nós libertamos quimicamente odores, pelo que até a este nível pode haver um repúdio ou aversão que é o limite desse desamor à primeira vista”.
É impossível parar este movimento que nos leva do encanto ao desencanto, da ilusão e da esperança aos seus contrários, tanto nas relações de amor como de amizade.
A única coisa que podemos fazer, provavelmente, é “partir com a ideia de que o que temos de gerir são momentos, são episódios.
O fascínio e o seu contrário, gostar e deixar de gostar, a fantasia, “são apenas momentos, não dura a vida inteira”.
Afinal, nada é eterno!
MAS…É BOM ENQUANTO DURA.

03/05/09

DIA DA MÃE


Para Sempre
Por que Deus permite que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite, é tempo sem hora,
luz que não se apaga quando sopra o vento
e chuva desaba, veludo escondido
na pele enrugada, água pura,
ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com o que é breve
e passa sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça, é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre
junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade

Hoje é Dia da Mãe e eu, infelizmente já não tenho a Minha.
E por isso ,sinto, uma grande tristeza e um enorme vazio.
Só queria pedir a todos, que amem e respeitem os seus Pais enquanto estão vivos. Na impossibilidade de passar por todos os blogues das Mães que conheço virtualmente e na vida real, faço votos de um santo Dia da Mãe ,para todas as Mães.
No teu colo,
Eu,tinha sossego,
E então,dormia descansada;
Mas tu,trabalhavas tanto,
Que á noite, sentias-te cansada.
Um beijo para ti, minha querida Mãe.

25/04/09

ATÉ JÁ...Vou à descoberta de outros lugares!!!

Sou uma pessoa expansiva, cheia de ideias, franca, amiga e não consigo estar parada. Sempre quero mais da vida.... conhecer novos lugares, fazer mais amigos e poder ajudar as pessoas. Eu sou assim...simplesmente uma pessoa comum, que tenta não ter uma vida normal, rotineira e sem objectivos....
Por falar em “OBJECTIVOS” em breve terei uma notícia para vos dar, a seu tempo hão-de saber.
Não, estas mini-férias não são para ir à praia nem para o campo, nem para estar de papo para o ar, muito menos para ficar fechada em casa, em frente ao computador, como é hábito em mim.
Tirei quatro dias de férias para rumar à cidade Invicta, e parece-me que vou estar bastante ocupada. Quando aconteceu a minha 1ª exposição individual de fotografia em Fevereiro passado recebi alguns comentários de bloguistas do Norte, Porto e arredores, que me perguntavam se eu não tinha pensado em levar a exposição a terras do norte. Quem me conhece, sabe que nem preciso que me desafiem, antes mesmo que o façam eu já vou a caminho, por isso, iniciei contactos com alguns lugares na cidade do Porto e agora, me aguardem…que em breve terei notícias para vos dar neste sentido.
Nasceu no mesmo mês que eu, ABRIL, mas há menos anos e festejou há poucos dias o seu 3º aniversário - "Um espaço que se pretende multifuncional e cuja dinâmica passa por produtos diferenciados mas que combinam entre si".
Esta é a lógica da "Maria vai com as outras", uma loja com um conceito inovador que foi inaugurada na Rua do Almada, na cidade do Porto, decorria o ano de 2006. A ideia surgiu da confluência de projectos diferentes, entre os quais a criação de uma papelaria/tabacaria e também de uma livraria que tivesse uma parte de café que, no entanto, poderiam ser associados, dando origem a um só.
Sílvia Silva, Ana Caeiro e Marisa Silva criaram um espaço no qual o cliente pode ter acesso a um variado leque de artigos entre os quais artesanato contemporâneo, livros, vinhos, chás e produtos "gourmet".
Tudo isto combinado com a vertente de exposições itinerantes de pintura e fotografia. A loja convida "jovens autores, permitindo-lhes uma plataforma de apresentação com maior contacto com o público", salientou uma das criadoras deste espaço.
Compete-me hoje divulgar um espaço que irei conhecer na próxima semana e desde já acredito que vou adorar, mesmo antes de o ver.
Gosto de conceitos originais, que diferem de outros mais tradicionais, que marcam a diferença. Este ano na semana em que se comemorou o “dia dos namorados” este espaço fez algo que me seduziu: pensou naquelas pessoas que não têm namorado/a, que são muitas mais do que se possa imaginar e organizou uma festa com este tema:
Pois é, meus Amigos, já manifestei a minha paixão em visitar a Invicta, noutros posts dos meus blogues, por isso, mais uma vez, rumo ao Porto, para conciliar momentos bem passados, novas ideias, novos lugares, conhecer novas pessoas, divertir-me, reencontrar Amizades importantes na minha vida e principalmente apostar no meu futuro.
A semana será mais curta para todos nós, pois sexta-fera será feriado. Prometo nos próximos posts trazer-vos fotos e histórias destas mini-férias e, se alguém que viva no Porto ou arredores me quiser conhecer, faça o favor de se manifestar, pois vou estar 4 dias disponível para conhecer todos aqueles que estiverem interessados, passaremos do mundo virtual para o mundo real se assim o quiserem. Eu da minha parte estou à vossa disposição.
A todos que me visitam e lêem, desejo uma semana muito feliz.

18/04/09

HOMENAGEM a JOSÉ FRANCO

Hoje lembrei-me de um lugar lindo, sempre que passo à porta é impossível não parar, visitar e deixar-me levar pelo sonho da infância. É verdade, no meu tempo de criança não havia um lugar assim mágico, como este que encontrei um dia, que ia a caminho da Ericeira e não pude deixar de visitar.
Sempre que algum dos meus correspondentes de fora do país, vem a Lisboa, levo-os lá e todos têm admirado e gostado de visitar. Compram uns souvenirs, postais para mais tarde recordar e comer um pãozinho com chouriço delicioso.
Já descobriram a que lugar me refiro?
Não...então, prossigam a leitura que já descobrem.
Ainda não consegui lá levar os meus netos, mas...ainda não perdi a esperança de o fazer.
É um espaço fantástico para levar as crianças, e sem duvida poder durante umas horas ser transportados para outra era. A nível de alimentação, já não encontramos o típico caldo verde, que durante muito tempo foi o prato do dia, mas ainda existe o famoso pão com chouriço
Aconselho vivamente a todos a visitarem esta aldeia. Localização: Sobreiro, na estrada que liga Mafra – Ericeira. Horário: 10h00 às 18h00
Dia de encerramento: Não encerra. Contactos: Tel.: 261815420

Nascido em 1920, José Franco foi oleiro, ceramista e escultor. Artista português que viu as suas obras, principalmente dentro do estilo da arte sacra, celebrizadas pelo mundo inteiro. Amigo pessoal do escritor Jorge Amado, que decorou a sua casa com obras de José Franco. Em relação a prémios foi-lhe atribuído o prémio na categoria de Arte pelo Rotary Club e foi ainda abençoado pelo Papa João Paulo II.
No entanto, a obra mais conhecida de José Franco é sem duvida a sua Aldeia Típica no Sobreiro. Ainda hoje visitada por miúdos e graúdos, e talvez a precisar de um pequeno restauro, esta aldeia é a fiel reprodução de uma aldeia típica do concelho de Mafra. Ali encontramos os vários costumes, ofícios de uma aldeia do inicio do século XX. Podemos ver também uma sala de aula, um coreto e até um castelo, onde a brincadeira está sempre presente.
"...a aldeia parece uma festa, no colorido, na graça, na invenção que nasce das mãos desse homem modesto e simples que, no entanto, é ao mesmo tempo sábio de profundo conhecimento e traz no coração e nos dedos o dom da criação. Nasceu para criar beleza, para dar de si aos demais, para tornar mais rico o património do povo português com as suas imagens, suas figuras de barro, seus vasos utilitários, seus bois de longos cornos seus peixes leves como versos, seus porcos e galos feitos de terra e de lirismo. Parece uma festa, a aldeia..." Jorge Amado sobre José Franco e a sua Aldeia Típica


Teve 15 irmãos; seus pais, extremamente pobres, eram oleiros de profissão, fabricantes das pequenas cerâmicas que os camponeses da região utilizavam nas suas casas: os pratos, as travessas, os jarros de vinho e água, os vasos para flores e pequenas peças de decoração, que também ele começou a fabricar e a vender à porta da sua pequena olaria e nas festas populares e feiras, transportando-as no burrito, que o acompanhava de terra em terra.
Por volta de 1945 José Franco sonhou que poderia, nas horas vagas, construír ao pé da casa em que vive e da sua oficina de oleiro um museu vivo da sua terra, uma espécie de um grande presépio, que reproduzisse os costumes e actividades laborais do tempo da sua infância e alguns aspectos fundamentais e actividades da vida campesina. E assim, dia a dia, a sua obra foi nascendo e crescendo. Num espaço que tem 2500 m2 construiu em escala natural um conjunto de elementos considerados fundamentais na vida do campo: O moinho de vento para moer o trigo. A cozinha rural onde é oferecida a todos os visitantes uma canequinha de vinho «moscatel». A capelinha dedicada a Santo António. A azenha movida a água para moer o milho. A oficina de carpintaria com utensílios do fim do século passado. A «loja da tia Helena» ou mercearia. A cozinha saloia, em cujo forno aquecido a lenha, diariamente se coze o pão da região, que os visitantes podem adquirir no local. As cadeiras do barbeiro e dentista. A casa do lavrador com o quarto e a salinha de estar e, à porta, o banco de pedra onde se sentam os namorados.
A parte mais deliciosa deste maravilhoso conjunto é constituída pelos cenários construídos em jeito e escala de presépio, com figurinhas de barro moldadas por José Franco e que reproduzem uma aldeia com as moradias que são cópias fieis das casas dos arredores de Lisboa dos fins do século passado.

Pela sua importância no panorama português, foi condecorado pelo ex-Presidente da República, Ramalho Eanes, com a comenda de Cavaleiro de S. Tiago. Recebeu ainda a comenda Infante D. Henrique em 2001, era Jorge Sampaio o Presidente da República, e recebeu o prémio de melhor artista em 2005.
Até finais de Outubro de 2008 fez algumas peças de artesanato na ‘Adeguinha do Atenueiro', na aldeia que criou.
A 25 de Dezembro sofreu uma queda e partiu o fémur da perna mas acabou por se recompor. Posteriormente, teve vários problemas de saúde dos quais surgiram complicações que levaram à sua morte. Faleceu aos 89 anos, na madrugada de 14 de Abril no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
'Era um homem cheio de ideias. Se não fosse ele a aldeia era uma terra morta. É uma grande perda para o país. Vai deixar muitas saudades', são as palavras que se ouvem. 'Era o património do Sobreiro. Se não fosse ele, muita gente não conhecia isto'. Na aldeia, todos recordam ‘o mestre' como uma pessoa de grande inteligência e com bom coração. 'Tratava toda a gente com carinho, tinha amor por todas as pessoas mesmo sem as conhecer',
Alguém lançou uma sugestão: 'por que não fazer uma escola de olaria com o nome dele?'.
Centenas de pessoas estiveram presentes no funeral do oleiro José Franco, no Sobreiro, em Mafra. O cortejo fúnebre saiu da capela de S. Sebastião e, antes de seguir para o cemitério da localidade, parou junto à aldeia saloia criada por José Franco, onde esteve durante alguns minutos, em silêncio, perante algumas das suas obras.
Um "Grande Homem" que merece a homenagem que lhe faço.
Descansa em Paz, José Franco.