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06/08/09

A frouxidão no amor é uma ofensa


A frouxidão no amor é uma ofensa
A frouxidão no amor é uma ofensa,
Ofensa que se eleva a grau supremo;
Paixão requer paixão, fervor e extremo;
Com extremo e fervor se recompensa.
Vê qual sou, vê qual és, vê que diferença!
Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo;
Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo;
Em sombras a razão se me condensa.
Tu só tens gratidão, só tens brandura,
E antes que um coração pouco amoroso
Quisera ver-te uma alma ingrata e dura.
Talvez me enfadaria aspecto iroso,
Mas de teu peito a lânguida ternura
Tem-me cativo e não me faz ditoso.

(Manuel Maria Barbosa du Bocage)
Andando pela net, descobri este poema de Manuel Maria Barbosa du Bocage e, como estou completamente de acordo com a afirmação: "A frouxidão no amor é uma ofensa" decidi oferecer a todos que me visitam, neste quente mês de Agosto, com votos de boas férias para os veraneantes da blogosfera. Eu cá continuo firme no meu local de trabalho, esperando por férias, lá para Setembro.