Mostrar mensagens com a etiqueta Fé. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fé. Mostrar todas as mensagens

07/02/09

Aniversário da minha Mãe

Mãe
Hoje farias 88 anos, se fosses viva!!!
Estive todo o dia contigo no pensamento e no meu coração.
Sabes, Mãe, estamos todos muito tristes
porque a "nossa menina" está mal.
Contudo a Esperança e a Fé em dias melhores
continua cá dentro dos nossos corações.
Ofereço-te como prenda de anos
um poema dedicado à Mãe,
de Eugénio de Andrade:
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos…
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
“Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal…”
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu…
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas…

Mãe, cuida da "nossa menina", por favor!!!
Hoje, durante o dia estas 2 velas estiveram acesas, uma pela alma da minha Mãe e outra pelo coração da "minha menina". Avó e neta nas minhas orações.

15/05/08

Fé...Esperança...Coragem...

14-Maio-2008: Foi um dia em que tive conhecimento de 2 situações embaraçosas e preocupantes, com a saúde de pessoas que me deram uma «lição de vida» e, hoje, passados alguns meses podem dizer: Venci.
É preciso muita força, determinação, teimosia, persistência, coragem, Fé e Esperança...
Na doença, somos todos iguais, ninguém é mais do que ninguém, a todos chegam as dores, o desespero...
Depois de ter escrito sobre «Amizade» e «Carinho» li no MSN Notícias o seguinte:


“Queremos ver a vida das pessoas a mudar realmente”, confessa a dona do restaurante “Il Panzonne”.
A pizzaria lisboeta “Il Panzonne” oferece, todos os dias, refeições aos mais carenciados, local onde algumas pessoas já se habituaram a ir pedir comida, através do “passa a palavra”. Mas o restaurante não é o único sítio onde as refeições são oferecidas, cerca de 30 pizzas são também diariamente distribuídas aos sem-abrigo em várias zonas de Lisboa, por carrinhas de voluntários da Nóuni – uma associação para a Cooperação e Desenvolvimento que surgiu há dez anos com o objectivo inicial de “ajudar os filhos dos emigrantes PALOP em Portugal”, referiu à Lusa o vice-presidente da associação, Carlos Carvalho.
Pizzas e outras refeições saem diariamente da cozinha desta pizzaria, situada no centro comercial Via Veneto, em Lisboa, para alimentar pessoas carenciadas e sem-abrigo, uma situação que surgiu da colaboração do restaurante com a Nóuni.
Uma parceria que surgiu quando o presidente da Nóuni, Agostinho Amado Rodrigues, conheceu o casal Craveira, proprietário do restaurante, há três anos. “Nós não damos só pizzas. Cozinhamos qualquer prato, eles não podem comer sempre a mesma coisa”, disse Cândida Craveira à Lusa, que actualmente já integra o corpo de voluntários da Nóuni que distribui as pizzas por locais como Santa Apolónia, Praça do Comércio, Cais do Sodré, Rossio, Santos ou Anjos.
“Queremos ver a vida das pessoas a mudar realmente”, disse a dona do restaurante, que prefere “dar mil euros para um jantar para sem-abrigo”, como na consoada de Natal organizado em conjunto com a Nóuni, “em vez de dar uma viagem de finalistas” à sua filha. Esta atitude provém da sua infância: “quando tinha onze anos, o meu pai emigrou para os Estados Unidos e ajudou 85 famílias portuguesas a instalarem-se lá. Eu, muito nova, fazia de tradutora, procurava casas para eles, médicos, tudo”.
“O que dás, volta para ti”, é o mote de Cândida Craveira.

Para ti, que lês este artigo, responde:
Farias o mesmo se tivesses um restaurante teu?