15/10/11

MANUEL DA FONSECA - 100 ANOS



No dia que faz 100 anos que nasceu MANUEL DA FONSECA

é inaugurada uma exposição sob o tema:

«POR TODAS AS ESTRADAS DO MUNDO»

no

MUSEU MUNICIPAL DE SANTIAGO DO CACÉM



Estas imagens foram fotografadas

na exposição que aconteceu em Setembro,

aqui na

BIBLIOTECA MUNICIPAL DA MOITA









16 comentários:

tulipa disse...

Manuel Lopes Fonseca,
mais conhecido como Manuel da Fonseca -(Santiago do Cacém, 15 de Outubro de 1911 — Lisboa, 11 de Março de 1993)
foi um escritor (poeta, contista, romancista e cronista) português.

Após ter terminado o ensino básico, Manuel da Fonseca prosseguiu os seus estudos em Lisboa.

Estudou no Colégio Vasco da Gama, Liceu Camões, Escola Lusitânia e Escola de Belas-Artes.
Apesar de não ter sobressaído na área das Belas-Artes, deixou alguns registos do seu traço sobretudo nos retratos que fazia de alguns dos seus companheiros de tertúlias lisboetas como é o caso de José Cardoso Pires.

Durante os períodos de interregno escolar, aproveitava para regressar ao seu Alentejo de origem.

Daí que o espaço de eleição dos seus primeiros textos seja o Alentejo. Só mais tarde e a partir de Um Anjo no Trapézio é que o espaço das suas obras passa a ser a cidade de Lisboa.

tulipa disse...

Membro do Partido Comunista Português (PCP),
Manuel da Fonseca fez parte do grupo do Novo Cancioneiro e é considerado por muitos como um dos melhores escritores do neo-realismo português.

Nas suas obras,
carregadas de intervenção social e política, relata como poucos a vida dura do Alentejo e dos alentejanos.

A sua vida profissional foi muito díspar tendo exercido nos mais diferentes sectores:
comércio,
indústria,
revistas,
agências publicitárias,
entre outras.

Era presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores quando esta atribuiu o Grande Prémio da Novelística a José Luandino Vieira pela sua obra Luuanda, o que levou ao encerramento desta instituição.

Em sua homenagem,
a escola secundária de Santiago do Cacém, denomina-se Escola Secundária Manuel da Fonseca
e a biblioteca municipal de Castro Verde, Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca.

No dia em que faz cem anos que nasceu Manuel da Fonseca é inaugurada uma exposição sob o tema “Por Todas as Estradas do Mundo”, no Museu Municipal de Santiago do Cacém.

O centenário do nascimento do escritor, natural de Santiago do Cacém, tem vindo a ser assinalado ao longo de todo o ano com várias iniciativas, que vão continuar até Março de 2012.

O escritor do neo-realismo nasceu a 15 de Outubro de 1911 e faleceu em 1993.

Andradarte disse...

Bonita evocação...Obrigado pela sua lembrança do acto, no Palavras....
Beijo

Catarina disse...

Uma bonita homenagem e informativa tb.

Ana Martins disse...

Maria, boa noite!
Eis um brilhante post para homenagear um dos nossos excelentes poetas, Manuel da Fonseca, merece ser recordado com todo este carinho.

Fiquei um bocadinho triste com a sua tristeza, se reparar, tenho sempre cerca de 50 comentários como o disse, mas também deixo os meus posts por uma semana ou mais, e isso dá tempo às pessoas para visitarem e comentarem. Claro que é bom, muito bom mesmo, sentirmos que há quem goste do que escrevemos, mas também tenho daqueles comentadores que trocam comentários, ou seja, só lá vão, se eu for ao deles, e acredite que não me engano, já os conheço bem.
Ultimamente, não tenho sido muito assídua nos blogues e na net, problemas de saúde com um familiar deixam-me sem vontade de andar por aqui, e desde que assim é, sinto muito mais a ausência de quem contabiliza as visitas.

Beijinho e tudo de bom,
Ana Martins

Vieira Calado disse...

Conheci pessoalmente o Manuel da Fonseca, um neo-realista de mérito, quando dei aulas em Santiago do Cacém. No Café do Bernardo, que era muito seu amigo e com quem gostava de tagarelar, comer uns nacos de chouriço e beber uns tintos.
Foi enriquecedor.
Quanto aos seus quadros ou textos, sabe, só fazem falta aqueles que dizem - presente!

Bjsss

Acácia Azevedo Studio Pottery disse...

Belíssima homenagem e bem elaborada. Parabéns, seu blog é lindo. Voltarei mais vezes. Bom domingo!

Rosa dos Ventos disse...

Gosto muito de Manuel da Fonseca quer como prosador quer como poeta e estudei com os meus alunos muitos dos seus textos!
Estou em dívida para com o nosso amigo Vieira Calado em relação a uma pergunta que me fez há uns tempos...
Tenho de me informar para lhe responder, é sobre o lagar de azeite do meu avô materno!
A blogosfera vai-nos enriquecendo pois somos todos muito diferentes!

Abraço

mfc disse...

Uma evocação mais do que necessária e justa!
Ele é actualíssimo!

Dalma disse...

Tulipa, é a primeira vez que aqui venho, tive conhecimento deste seu blog quer pela Catarina (Contempladora...) quer pela Rosa dos Ventos que referiram a sua homenagem a Manuel da Fonseca.Qd era professora de Geografia e qd estudávamos a importância dos transportes no desenvolvimento das populações eu lia-lhes sempre "O Largo". Era emocionante, garanto-lhe!

Maria disse...

Excelente homenagem minha amiga.
Boa semana
Beijinhos
Maria

Sentidamente disse...

Começo por agradecer a visita ao "Sonoridades" e o comentário informativo lá deixado. Gosto de Manuel da Fonseca. Curiosamente sou de Santiago do Cacém e cheguei a vê-lo lá, há muitos anos. Conheço-lhe a obra e deixo aqui um pequeno extracto dum trabalho que fiz sobre ele.

(...)O tema dos seus poemas entrecruza-se com o das suas prosas. Há personagens, lugares e
factos que são comuns. O irmão, Artur da Fonseca, em 2004 diz que Manuel da Fonseca se inspirava na sua vida, naquilo que o rodeava e no que lhe contavam. Sabia ouvir e sabia contar. Diz ainda que “foi acima de tudo um poeta. Não conseguiu livrar-se da poesia nem a escrever romances. Foi um grande poeta, um grande contista, um bom romancista”.De facto, a sua prosa está repleta de poesia. A propósito sito um trecho de “Cerromaior”, “Uma poalha azulada desprende-se das estrelas que se apagam, entorna-se pelo céu, vem descendo lentamente, a noite vai andando, para o outro lado do mundo. Um caminho eterno”e um pouco mais adiante “Soprava do nascente uma aragem fina. E eram dedos claros afastando véus, lá por detrás dos cerros envoltos de penumbra. Do lado da vila, galos rasgavam a madrugada de notas coloridas. As folhas dos eucaliptos, pela beira da estrada, arrepiavam-se na aragem vagarosa. Tudo estremecia ensonado”(Pag.129 e 130).

Obrigada pela iniciativa de homenagear dando a conhecer este grande escritor do Neo-realismo português, injustamente pouco lembrado e por muitos desconhecido.
Um abraço.

Zé Povinho disse...

Quem não se lembra de Cerromaior, só para mencionar uma obra.
Abraço do Zé

O Guardião disse...

Sempre com uma sugestão interessante, que nos faz retornar.
Cumps

Ailime disse...

Amiga Túlipa,
Uma justa e merecida homenagem a este enorme vulto da nossa cultura, Manuel da Fonseca.
Grata por relembrá-lo.
Um beijinho.
Bom fim de semana.
Ailime
(Vou tentar redescobrir a sua obra.
Grata por divulgá-lo no meu canto.
Apreciei muito)

Sofá Amarelo disse...

Manuel da Fonseca é um daqueles alentejanos talentosos a quem ainda não foi feita a homengem devida. Obrigado por o trazeres aqui.

Um beijinhooo