Consegui o objectivo que desejava alcançar há vários anos:
o 12º ano
Tive conhecimento de que me poderia inscrever em Outubro de 2006.
O meu processo teve início em 2007, só em Fevereiro de 2008 tive as sessões de grupo, a minha turma era de 12 alunos e, neste momento, Junho de 2009 já somos certificados 9 dos 12 alunos.
É um processo demorado, difícil e complicado.
Perdi algumas noites de descanso e posso dizer que o finalizei sem alguma ajuda, embora saiba que quase todos os meus colegas de turma tiveram ajudas dos respectivos cônjuges e outras colegas foram as filhas que as ajudaram.
Eu posso afirmá-lo de consciência tranquila que fiz tudo sózinha, sem qualquer ajuda.
Tenho as minhas dúvidas se me vai servir na vida profissional, da maneira que as coisas estão, de nada servirá...mas, para o meu ego é importante, é uma vitória pessoal, depois de ter originado graves problemas na minha vida, hoje posso afirmar que tenho o nível secundário completo.
Estou orgulhosa de mim, aos 54 anos consegui atingir um objectivo importante.

No meu caso posso afirmar que
"...a certificação não foi dada de ânimo leve, são exigentes".
Algumas pessoas amigas e conhecidas que acompanharam todo o meu processo, se lerem o que aqui escrevo podem comprovar o que digo, pois bem viram o que passei para o conseguir.
Durante o processo tive oportunidade de adquirir um computador portátil por 150 euros.
Li nas notícias de ontem que:
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou existir um défice de qualificação, reconhecimento e certificação de adultos em Portugal.
"Há um défice de qualificação, de formação mas também de reconhecimento das competências que as pessoas têm e um défice de certificação de toda a formação que fizeram ao longo das suas vidas e que não contava para a certificação escolar", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
A governante discursava na cerimónia de entrega de certificados de conclusão do 9º e 12º anos de escolaridades pelo Centro Novas Oportunidades "Barafunda", Associação Juvenil de Cultura e Solidariedade Social, com sede na Benedita, concelho de Alcobaça.
A ministra lembrou "a existência de metade das pessoas que trabalham - 2,5 milhões de adultos - que têm menos do 12º ano".
"São milhões de adultos a necessitarem de uma oportunidade de actualizarem a sua qualificação", observou, acrescentando que estes são "adultos activos que estão envolvidos no desenvolvimento económico e tecnológico do País".
"Metade dos activos do nosso País não foram à escola mas, ao longo da sua vida, actualizaram-se, aprenderam, evoluíram e com eles evoluíram as suas empresas, o país", destacou.
Com as Novas Oportunidades criou-se um "movimento gerador do conhecimento, de qualificações, de aprendizagens", defendendo que este programa "constitui uma oportunidade que o País não pode perder".
Para tal, não se pode "falhar" as expectativas que os adultos - e o próprio País - têm, considerou, acrescentando que se precisa, "sobretudo, de dar garantias de confiança de que estes processos são, de facto, de qualidade".