28/10/08

É o País que temos...

Erros de medicação matam sete mil pessoas por ano:
mais uma notícia assustadora
Li que "os erros de medicação nos hospitais “são inerentes à condição humana” e, por isso mesmo, inevitáveis. Os farmacêuticos hospitalares “são competentes”, o problema está no sistema. Isto porque em muitos casos os profissionais “trabalham em condições de stress e são em pouco número”.
“Neste momento, há uma política de diminuição dos efectivos nos hospitais, que muitas vezes trabalham em condições deficitárias”
Os motivos para o erros são inúmeros. Começam a prescrição do medicamento (a letra do médico pode ser ilegível, haver confusão com a dose, ou como a forma como deve ser tomado) e terminam com o enfermeiro a dá-lo ao doente (aqui pode haver engano no medicamento – é raro, mas pode acontecer – ou no doente. Estamos entregues à "sorte"...
Mensagens dos funcionários dos impostos foram inspeccionadasA Inspecção-geral de Finanças (IGF) analisou milhares de mensagens de e-mail de centenas de funcionários dos impostos e leu o conteúdo de muitas dessas mensagens, designadamente as enviadas para órgãos de comunicação social com o objectivo de identificar fugas de informação. A consulta, feita sem conhecimento dos autores, foi realizada no âmbito de uma auditoria da IGF prevista no seu plano de actividades para 2006, que mereceu a concordância do ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, em Novembro de 2005. O anterior responsável da máquina fiscal denunciou um conjunto de situações que, segundo ele, indiciavam fugas de informação por parte dos funcionários que, dessa forma, violavam o dever de sigilo a que estão sujeitos. No âmbito das investigações, foram ainda detectadas várias situações anómalas dentro da Direcção-geral dos Impostos (DGCI), como o desaparecimento de documentos ou a existência de programas para decifrar as password dos funcionários. O DIAP tentou ainda saber quem é o autor, ou os autores, do Jumento, um blogue que se dedica, essencialmente, a escrever sobre situações passadas na DGCI.



A maioria dos bancos atende mal no crédito à habitação. A conclusão é da Deco/Proteste, que visitou 331 balcões, de 16 bancos, para avaliar as informações dadas pelos bancos quando um cliente quer contrair um empréstimo à habitação.“Duas em cada três agências chumbaram no atendimento por falhas de informação”, revela o estudo da ‘Dinheiro & Direitos’. Entre as informações não prestadas, estão informações gerais obrigatórias sobre os diferentes tipos de empréstimos, garantias e opções de reembolso, numa fase inicial de negociação. Nos últimos 6 meses, o montante de crédito em cobrança duvidosa cresceu de 1,26 para 1,41 por cento, o que, segundo a DECO, reforça a necessidade de as instituições informarem bem quem precisa de um empréstimo. Em 2001, a maioria dos bancos comprometeu-se a informar bem os consumidores, ao aderir de forma voluntária ao código de conduta do crédito à habitação. Mais tarde, em 2003, o Banco de Portugal obrigou-os a dar parte dessa informação numa fase inicial da negociação e definiu que os tipos de empréstimo e de taxas, garantias exigidas, opções de reembolso e outras informações deveriam ser condensadas num documento único, a que se dá o nome de ficha de informação geral obrigatória. No entanto, 63 por cento das agências que a DECO visitou continua a não respeitar as regras da transparência.
É o País que temos!!!

4 comentários:

Mário Margaride disse...

Olá!

Também li esta notícia e arrepiei-me!

Errar é humano de facto. Mas com medicamentos, não!

Mas, enfim...vivemos num mundo cão, e infelizmente vemos, assistimos, a coisas extraordinárias como estas, infelizmente!...

Uma excelente semana minha amiga!

Beijinhos

Mário

Paula Raposo disse...

Um mundo cada vez com menos brio e muito pouco solidário. Um triste país...infelizmente, porque é o meu. Beijos.

Maria Faia disse...

Querida Amiga,

Venho apenas deixar-te um abraço de agradecimento pela Amizade e carinho com sempre brindas a Maria Faia.
É bom...muito bom e, acredita, sentimentos mútuos.

Até já!
Maria Faia

looking4good disse...

Para alghumas pessoas os fins justificam os meios. Eu acho que o que estava em causa «sigilo fiscal» não justifica essa acção. Mas a minha opinião de pouco serve... no entanto, ainda bem que posso exprimi-la livremente ...também nos blogs! Porém, parece que os blogs começam a incomodar alguma gente ...É mesmo «O País que temos». Continuação de uma boa semana.