26/09/11

HUMILDADE - CORA CORALINA

Continuo a mostrar algumas imagens das festas da Moita que captei durante o RAID FOTOGRÁFICO.
Tema nº 1 - ZONA RIBEIRINHA
aqui estão alguns barcos adequados ao tema.




Este ano as festas foram abençoadas pelo PAPA:



Tenho uma rubrica que há algum tempo não aparece:
associar um poema a uma imagem da minha autoria.
Hoje decidi apresentar esta imagem que serviu para o 3º tema, juntamente com um poema de CORA CORALINA.
Como o 3º tema do Raid era:
"UM OLHAR SOBRE O QUOTIDIANO"





“HUMILDADE"

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Daí, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um FEIXE DE LENHA
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.
CORA CORALINA

6 comentários:

mfc disse...

São imagens da festa popular... imagens genuínas.

Ailime disse...

Amiga Túlipa,
Em primeiro lugar peço desculpa de já há algum tempo não vir visitá-la nos seus excelentes Blogs.
Agradeço-lhe a sua visita e prometo estar mais atenta.
As suas fotos são magníficas e verifico que continua a viajar e a partilhar os seus momentos belos e tão significativos.
O poema é lindo e ensina-nos de uma forma sublime o que é a humildade.
Bem-haja.
Deixo-lhe um beijinho.
Ailime

Manuel Luis disse...

Gosto dessas festas populares, tu ajudas a mante-las vivas.
Gosto dessa chuva tão desejada, batendo nos vidros de um lugar qualquer, onde a noite é iluminada apenas pela fogueira. Novos dias virão.
Beijo

Sofá Amarelo disse...

Bento XVI no município da Moita é uma raridade! Bem apanhada!

xistosa - (josé torres) disse...

"Poeta, não é somente o que escreve.
É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso". (Cora Coralina)
Que coincidência.
Só há pouquíssimo tempo é que descobri esta poetisa e não só.
Andei á procura de onde a tinha lido, mas um amontoado de livros não me entusiamou na pesquisa.
Então fui ao Google e encontrei o que queria e que deixa aqui:

MÃE

"Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura."

Cumprimentos

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Isso é que são festas!

À antiga portuguesa!

Um beijinho para si!