07/06/08

SILK (SEDA)


Baseado no romance best-seller de Alessandro Baricco, Silk é um comovente drama, tecido com um material de etérea fragilidade.
Dirigido pelo aclamado realizador François Girard (O Violino Vermelho) Silk é interpretado por Michael Pitt (Last Days, A Vila), Keira Knightley (Piratas das Caraíbas, Orgulho & Preconceito), Alfred Molina (Homem-Aranha 2, Frida) e Koji Yakusho (Babel, Memórias de uma Geisha).
O duro comerciante francês Baldabiou (Molina) segura entre os seus dedos um véu tecido de fios de seda japoneses. É como se pegasse… em nada.
“Sabe o que é isto?” pergunta Baldabiou ao Mayor de Lavilledieu.
“Coisa de mulheres,” responde o Mayor.
“Errado,” diz-lhe o comerciante. “É dinheiro. Coisa de homens!”
(diálogos do filme)
Ovos de bichos-da-seda. Na palma de uma mão podem ter-se milhares. Quando uma epidemia que devastou as criações de ovos em toda a Europa se espalhou por África e pela Índia, todo o comércio da seda na Europa ficou ameaçado.
Para continuar o seu lucrativo negócio, Baldabiou decide enviar o jovem official do exército Herve Joncour (Pitt) numa perigosa missão ao Japão, separando-o durante vários meses de Helene (Knightley), a sua adorada e devota esposa. O território que produzira a mais fina seda do mundo durante milhares de anos, antes da abertura do Canal do Suez, o Japão era até aí interdito a estrangeiros.
De forma a alcançar esta misteriosa terra, Herve viaja através da Europa, primeiro de comboio, de Viena, passando pela Morávia, até chegar a Kiev. Aí, contrata uma caravana para atravessar as estepes russas, 5.000 quilómetros de gelo e tempestades. Finalmente, embarca a bordo de um navio de contrabandistas. Secretamente, é transportado do porto de Yamagata até ao interior da ilha, sendo levado, de olhos vendados, até uma aldeia coberta de neve e construída de palha, madeira e bambu, perdida no meio das Montanhas Fukushima.
É aí que Herve conhece o poderoso e temido senhor local, Hara Jubei (Yakusho), com quem terá de negociar os preciosos ovos. E é aí, num mundo diferente de qualquer um que Herve jamais conhecera, que fica seduzido pela concubina de Hara, uma misteriosa jovem de beleza embriagante. Sem perceberem uma palavra um do outro, estes dois seres partilham um amor obsessivo e fatídico. . .
Silk é um filme de enorme beleza visual e que nos fala de um romance arrebatador. Um épico histórico e dramático, onde o Ocidente se encontra com o Oriente.
Uma realização de François Girard.
Com Michael Pitt, Keira Knightley, Alfred Molina e Koji Yakusho.



Acho que é um filme de muita liberdade e descoberta humana, familiar. Um filme para mim, para ser interessante, tem de haver um encontro humano. Fico impressionada com a força dos conflitos humanos e de gerações. O passado, o presente que tenta fazer coisas novas, mas com a ideia de que há também uma ligação com o futuro.
Vi nessa viagem a existência de um drama humano, uma ideia humana. Não são ideias abstractas, mas a realidade.
Filme de enorme beleza pictórica.

18 comentários:

Amaral disse...

És inigualável, tulipa (kal...)!!!
Este e o outro blogue que abriste têm o teu ar jovial e aberto.
Como gosto de cinema, sinto-me aqui bem, e o prémio que recebeste é o resultado do teu empenho.
Obrigado pela tua presença no meu cantinho.
Faz sempre bem revermos os amigos! Por isso, também lá vou ler os vossos comentários...

poetaeusou . . . disse...

*
espero,
que passe aqui perto,
,
conchinhas, amiga
,

pikenatonta disse...

Este filme está na minha lista para ver um dia... Um dia!...

Beijinhos

Farinho disse...

Falaram-me deste filme, que era muito bom, tenho que o alugar um dia destes, um que eu vi, e que também gostei muito foi O véu pintado.

Beijocas

Eärwen Tulcakelumë disse...

Como sempre a dica está anotada,grata pela partilha!

Deixo uma pérola incandescente de carinho amigo em tuas mãos.

Eärwen

© efeneto disse...

Já não venho a tempo de desejar bom fim-de-semana porque o tempo não deu.
Apenas tenho tempo de desejar uma óptima semana cheia de sonhos concretizados.
Porque o tempo agora me permite fica a promessa que voltar para “perder tempo” consigo.
Até lá perca tempos nestes;

Caminhos

É na busca ocasional da poesia
que fulgentes luas me habitam.

Como doem as portas cerradas!

São pedras floridas de musgo
caminhos que ninguém pisa.

Sobra o portal do templo
arcaria que o tempo emoldura.

Sei que existes disse...

Ainda não o vi, mas quero ver.
Beijo grande

mundo azul disse...

Você despertou-me a vontade de assistir esse filme...
Beijos de luz e uma semana muito feliz!!!

Angel of Light disse...

Fiquei curiosa... se bem que o tempo disponível para ir ao cinema é agora muitíssimo pouco.

Vim saber como estás e deixar-te um abraço de luz à tua volta!

Boa semana!

Beijinhos de Amor, Paz e Luz!

Zé Povinho disse...

Começo a ficar desesperado. Tantas sugestões, e bons argumentos, e eu aflito para gerir os meus tempos de lazer.
Abraço do Zé

Daniel Aladiah disse...

às vezes, o filme da nossa vida não nos deixa espaço para viver os filmes dos sonhos...
Um beijo
Daniel

lena disse...

sentei-me aqui enquanto te lia e sentia a beleza de cada momento

uma história onde o amor é presença

um filme que vi, gostei e voltei a rever aqui

lia-te e sentia-me de novo sentada em frente ao ecrã

consegues dar tanto de ti ao que escreves que é impossível ficar indiferente

bem narrado, penso até que depois de o ver e te ler aqui me deliciei mais


abraços para ti muitos e beijinhos meus

no mar és presença ao meu lado, amiguinha, enquanto me encanto

lena

amigona avó e a neta princesa disse...

Gostei de ler...obrigada...beijos...

Baby disse...

Belíssima descrição do filme, que farei tudo para não perder!
Agradeço a visita ao Barlavento, mas fiquei curiosa, que foi que te disse? Vê como ando esquecida...fico à espera que me avives a memória.
Um beijo amigo.

Pitanga Doce disse...

Conto contigo amanhã!!!!!!!!!!!!!!!

© efeneto disse...

Afundei-me no por do sol
quando o disco vermelho
se enterrou no horizonte.
Mergulhei com ele a lua não me viu chorar.
Meu corpo petrificou-se
e uma funesta janela se abriu
no majestoso pulsar da terra.
Quando os teares do vento se acalmaram
e a luz da alma voltou
esfreguei os olhos e renasci diferente.

Encontrei finalmente a voz,
as palavras que me faltavam
e comigo carreguei as quatro estações.

A saudade é filha do mundo
que agora viaja cansada
nos tempos dentro de mim.
Sempre que chegar sem avisar
e quiser ocultar-me a luz
vou pisá-la de pés nus.


Desta maneira me penitencio pela ausência mas fica a promessa de um regresso em breve. Até lá e porque a amizade não tem ausência desejo um óptimo fim-de-semana na companhia de quem mais desejar.

Mãe e filho disse...

olha ainda hoje tava a pedir sugestoes de filmes e aqui esta o filme k preciso ver. assim k conseguir vou tentar ve-lo. bjs

Filoxera disse...

Mais um para a lista dos meus planos. Um dia...
Beijinhos.