31/03/11

OCTAVIO PAZ - ESCRITOR MEXICANO

EFEMÉRIDES DE 31 de MARÇO:
•1821 - É extinta a Inquisição em Portugal.
•1889 - A Torre Eiffel (na imagem) é inaugurada em Paris pelo seu arquiteto, Gustave Eiffel.
Nasceram neste dia…
•1596 - René Descartes, matemático e filósofo francês (m. 1650).
•1732 - Joseph Haydn, compositor austríaco (m. 1809).
•1914 - Octavio Paz, escritor mexicano (m. 1998).

DE TODAS ESTAS EFEMÉRIDES RESOLVI FAZER UM POST SOBRE OCTÁVIO PAZ - ESCRITOR MEXICANO; no seguimento da minha vivência no México, li sobre este escritor e gostei.
Partilho com todos vós:




OCTAVIO PAZ LOZANO (Cidade do México, 31 de Março de 1914 — Cidade do México, 19 de Abril de 1998) foi um poeta, ensaísta, tradutor e diplomata mexicano, notabilizado, principalmente, por seu trabalho prático e teórico no campo da poesia moderna ou de vanguarda.
Recebeu o NOBEL DA LITERATURA de 1990.
Escritor prolífico cuja obra abarcou vários gêneros, é considerado um dos maiores escritores do século XX e um dos grandes poetas hispânicos de todos os tempos.
Passou a infância nos Estados Unidos, acompanhando a família.
De volta ao seu país, estudou direito na Universidade Nacional Autônoma do México. Cursou também especialização em literatura.
Morou na Espanha, onde conviveu com diversos intelectuais.
Viveu também em Paris, no Japão e na Índia.
Em 1945, ingressou no serviço diplomático mexicano.
Quando morava em Paris, testemunhou e viveu o movimento surrealista, sofrendo grande influência de André Breton, de quem foi amigo. Em sua criação, experimentou a escrita automática, tendo praticado posteriormente uma poesia ainda vanguardista, porém mais concisa e objetiva, voltada a um uso mais preciso da função poética da linguagem.
Publicou mais de vinte livros de poesia e incontáveis ensaios de literatura, arte, cultura e política, desde Luna Silvestre, seu primeiro livro, de 1933.



O que é a solidão?
Por que ela tanto nos incomoda?
Por que tantas vezes nos sentimos tão sós em face ao mundo?
Talvez as seguintes palavras não tragam essas respostas, mas sejam, de certo modo, um trampolim para ajudar um pouco a compreender isso:

“A solidão, o sentir-se e saber-se só, desligado do mundo e alheio a si mesmo, separado de si, não é característica exclusiva do mexicano. Todos os homens, em algum momento da vida sentem-se sozinhos; e mais: todos os homens estão sós. Viver é nos separarmos do que fomos para nos adentrarmos no que vamos ser, futuro sempre estranho. A solidão é a profundeza última da condição humana. O homem é o único ser que sente só e o único que é busca de outro. Sua natureza – se é que podemos falar em natureza para nos referirmos ao homem, exatamente o ser que se inventou a si mesmo quando disse “não” à natureza – consiste num aspirar a se realizar em outro. O homem é nostalgia e busca de comunhão. Por isso, cada vez que sente a si mesmo, sente-se como carência do outro, como solidão”.
(palavras de Octavio Paz)




FRENTE AO MAR
1
Chove no mar.
Ao mar o que é do mar
e que as herdades sequem.
2
A onda não tem forma?
Num instante se esculpe,
no outro se desmorona
à que emerge, redonda.
Seu movimento é forma.
3
As ondas se retiram
- ancas, espáduas, nucas -
logo voltam as ondas
-peitos, bocas, espumas.
4
Morre de sede o mar.
Se retorce, sozinho,
em sua cama de rochas.
Morre de sede de ar.
(Trad. Haroldo de Campos)

As três fotos são de minha autoria e em todas elas, estão imagens alusivas a versos do poema.

9 comentários:

tulipa disse...

Octavio Paz nasceu na Cidade do México em 31 de março de 1914, filho de um advogado de sangue aborígene e de uma espanhola. Durante a Guerra Civil Espanhola, viajou para a Espanha para lutar ao lado das forças antifascistas.

De volta ao México, dedicou-se a uma intensa vida literária, só interrompida com sua morte em 19 de abril de 1998.

Alguns de seus melhores livros são ensaios com densas reflexões filosóficas, como O labirinto da sociedade, de 1950.

De 1962 a 1968 Octavio Paz foi embaixador do México na Índia. Deixou o cargo em protesto contra a violência da repressão do governo mexicano às manifestações estudantis de 68.

tulipa disse...

Ganhou o prêmio Cervantes em 1981 e o Nobel de Literatura em 1990, pelo conjunto da obra.

A dupla chama (La llama doble) é uma de suas últimas obras, um livro maduro escrito em apenas dois meses, em 1993, mas já planejado desde a estada na Índia, em 1965.

A dupla chama vale como um resumo de toda a trajetória literária deste que foi o maior escritor mexicano.
(Nota de Constelar)

tulipa disse...

Frases Octavio Paz - Pensamentos Octavio Paz - Citações Octavio Paz

Nos dias atuais todos nós falamos, se não a mesma língua, uma espécie de linguagem universal. Nao existe um único centro e o tempo perdeu sua coerência. Leste e Oeste, passado e futuro se misturam dentro de nós. Diferentes tempos e espaços se combinam aqui, agora, tudo de uma vez só.

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Tulipa, belo post...Espectacular....
A poesia é o ponto de intersecção entre o poder divino e a liberdade humana.

(Octavio Paz)

Cumprimentos

mfc disse...

Um homem que nos causa admiração!

Mas salientaria, tal como tu o fizeste notar, a extinção de alguma barbárie por cá com o fim da Inquisição há apenas perto de 200 anos!

Zé Povinho disse...

Se a excelência da escrita não se discute, a qualidade das imagens merece uma especial distinção.
Abraço do Zé

Luís Coelho disse...

As ondas nascem sem forma e depressa se formam grandes e poderosas.

A solidão é como as ondas e rapidamente nos desmorona.

Vamos lutar e viver controlando as ondas de solidão, vivendo mais para os outros e buscando neles a companhia e força para viver bem.

Filoxera disse...

Nunca li nada dele... Fica a ideia.
Bom Domingo.

Vieira Calado disse...

Sim.

Tem feito uns belos dias de calor!

Agora já vale a pena sair de casa!

Bjjss